O que tenho visto na quarentena

Artigo de opinião sobre o envolvimento da Igreja com a política partidária

A RES É PÚBLICA, MAS A COSA É NOSTRA - Por Ed René Kvitz

O pastor da Igreja Batista da Água Branca, publicou em sua página no Facebook primeiro em 2012 e em 2014 em meio às eleições daquele ano, repostou o mesmo. Resolvi postá-lo, pois a meu ver, vivemos um momento igual ou ainda mais profundo no que tange a relação entre a igreja e o Estado. Boa Leitura

Prédio da Assembleia de Deus será hospital de campanhas

Unidade ficará responsável por atendimentos clínicos.

Igreja faz leitura completa da Bíblia em live com mais de 72 horas

Objetivo foi incentivar a leitura bíblica e levantar doações para pessoas necessitadas.

Portal Ubuntu Notícias lança vídeo com mensagens de conforto de líderes religiosos

Diante do atual problema da pandemia do Corona Vírus, a blogueira pediu a líderes religiosos de diferentes fés, que gravassem e enviassem uma pequena mensagem de esperança

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Líder batista pede que pastores parem de pedir dinheiro a fiéis endividados

A melhor opção seria que as igrejas ensinassem "educação financeira"

por Jarbas Aragão


O apresentador de rádio Dave Ramsey está pedindo aos pastores que parem de pedir às pessoas endividadas e desempregadas para darem o dízimo. O líder batista, que é consultor financeiro por formação disse à Baptist Press que eles deveriam usar os púlpitos das igrejas para ensinar “educação financeira”.
Embora Ramsey saiba que esse não é uma opinião “popular”, os pastores deveriam pregar mensagens como “Como vencer as dívidas” e “Como ser um bom mordomo do dinheiro”.
“Isso seriam bem melhor que dizer apenas ‘dê o dízimo’, avalia, observando que os fiéis que estão ‘no vermelho’ geralmente pensam ‘Esse é um ótimo conceito espiritual, preciso ser fiel’”.
Ao mesmo tempo que reconhece que o dízimo é um princípio bíblico, ser financeiramente responsável também é. “Muitos crentes parecem ansiosos para doar, mas algumas simplesmente não sabem lidar com seu dinheiro.”
O consultor financeiro acredita que os pastores deveriam fazer uma avaliação mais profunda de certas passagens. “Parem de pregar sobre o dízimo para as pessoas quebradas”, ele insistiu, “Vamos ensiná-los a lidar de forma responsável com seus orçamentos primeiro”.

Opinião dividida

Ramsey não está sozinho em sua tentativa de fazer com que as pessoas acabem dando mais do que podem na igreja e, assim, tornem-se ainda mais endividados.
O teólogo Thomas Schreiner, professor de interpretação do Novo Testamento do Southern Baptist Theological Seminary (EUA), escreveu um longo artigo sobre as nuances bíblicas sobre o dízimo.
“Os cristãos são instruídos a cuidarem dos pobres; não são ordenados a dar ‘o dízimo do pobre'”, argumentou, lembrando que a doação dos 10% do salário como nós o compreendemos hoje não é mencionado no Novo Testamento.
Schreiner também destaca que Jesus “usou o dízimo e os sacrifícios como ilustrações ao se dirigir aos seus contemporâneos”. Para o professor, “Ele cumpriu a lei, mas não podemos mais considerar o que o Antigo Testamento fala sobre oferecer sacrifícios ou mesmo achar que o dízimo substitui-os”.
Obviamente, muitos líderes discordam tanto de Ramsey quanto de Schreiner.
Chuck Bentley, presidente do Ministério Crown, que aborda a perspectiva bíblica das finanças, lembra que dízimo “não é um imposto ou um requisito legal para agradar a Deus, mas sim um ato voluntário de adoração”.
“É uma maneira tangível de expressar nosso amor a Deus”, argumentou. Segundo ele, mesmo em dificuldades, o princípio é dar primeiro, “mesmo que seja uma quantia muito pequena”.
Fonte: Gospel Prime

sábado, 10 de novembro de 2018

Pesquisa revela como os cristãos reagem diante da pobreza



Uma pesquisa realizada com 2.958 adultos revelou que 87% tomaram medidas contra a pobreza no ano passado – uma proporção muito maior do que a população em geral.

Os cristãos que fazem a diferença, é um relatório que analisa as conexões entre as crenças, práticas e prioridades cristãs e sua resposta à pobreza.
A pesquisa mostra que os cristãos são mais propensos a doar para caridade (73 por cento dos cristãos contra 63 por cento de todos os outros adultos) e para dar comida, roupas, móveis ou outros recursos para alguém em necessidade (49 dos cristãos contra 40 por cento de todos os outros adultos). 

Os cristãos também são mais propensos a fazer mudanças significativas no estilo de vida do consumidor (39% dos cristãos contra 35% de todos os adultos), como reciclagem, redução do consumo de carne e uso de um fornecedor de energia verde. Entre aqueles que frequentam regularmente a igreja (pelo menos uma vez por mês), os percentuais são ainda maiores.

As novas descobertas também revelam que crescer em um lar cristão é um prognóstico significativo do ativismo posterior da pobreza, mesmo entre adultos que não frequentam a igreja agora. Seis em cada dez ativistas da pobreza (62 por cento) cresceram em uma casa onde o cristianismo era praticado regularmente, mesmo que eles não frequentassem mais a igreja. Isso ressalta o impacto de longo prazo que a educação religiosa tem no cuidado dos pobres, mesmo sem o envolvimento atual em uma igreja.

Cristãos que priorizam servir pessoas na pobreza também priorizam práticas espirituais como ler a Bíblia e orar. Dois terços dizem que a leitura da Bíblia, por exemplo, é essencial para aumentar sua fé, comparada à metade dos frequentadores da igreja que não servem às pessoas em situação de pobreza (67% contra 46%).

Os dados também mostram que há uma minoria de pessoas cujo cuidado com as pessoas em situação de pobreza é um aspecto essencial e holístico de suas vidas. Um em cada 20 adultos responde à pobreza extrema em todas as cinco dimensões: doações financeiras, oração pelos necessitados, responsabilidade pessoal, defesa de políticas governamentais e mudanças no estilo de vida dos consumidores.

De acordo com a Dra. Ruth Valerio, diretora global de advocacia e influência da Tearfund: “Esta nova pesquisa mostra que servir os necessitados e cuidar de toda a criação de Deus não é apenas uma disciplina cristã essencial, mas desempenha um papel importante no crescimento espiritual. Nos últimos 20 anos, a proporção da população mundial que vive em extrema pobreza caiu pela metade. O fim da pobreza extrema é possível – mas devemos agir juntos, como a igreja, unidos em uma resposta de toda a vida à extrema pobreza.

David Kinnaman, presidente do Barna Group, disse: “A questão crucial que a próxima geração está perguntando não é se as alegações do cristianismo são verdadeiras, mas se o cristianismo é responsável pelo bem na vida das pessoas e na sociedade. Contra a corrente do sentimento popular, nossa equipe continua descobrindo evidências de que muitos cristãos são, de fato, uma força para o bem no mundo. Nos dados deste estudo, encontramos cristãos – e aqueles com uma educação cristã – priorizando o cuidado e a ação em favor das pessoas em situação de pobreza. Cristãos fazem a diferença.

Entre outros resultados, a pesquisa descobriu que quase quatro em cada cinco (79%) daqueles que frequentam a igreja pelo menos uma vez por mês dizem que sua fé afeta o quanto eles doam ou dão aos outros. Quase três quartos (71 por cento) dos frequentadores da igreja regulares sentem que devem tomar medidas para aliviar a pobreza extrema, contra metade (43 por cento) daqueles que não frequentam a igreja regularmente ou em absoluto.

A pesquisa foi realizada no Reino Unido pelo Barna Group para a agência cristã de assistência e desenvolvimento Tearfund.
 
Fonte: The Christian Times

Com Informações da Folha Gospel

Entrevista com Deus será lançado dia 15 de novembro em mais de 250 salas de cinema

Filme está em sétimo lugar entre os 10 mais aguardados, de acordo com o site AdoroCinema.


A aproximadamente uma semana para a estreia do filme Entrevista com Deus, que ocorre dia 15 de novembro, os questionamentos e lições sobre fé, salvação e livre-arbítrio têm sido ansiosamente aguardados pelos espectadores. Com a pergunta-chave “O que você perguntaria para Deus?”, o longa-metragem apresenta a história de Paul Asher (Brenton Thwaites), um jornalista enfrentando questionamentos na vida e em crise no casamento, se vê diante da oportunidade de entrevistar o Todo Poderoso, Deus (David Strathairn). Em diversos momentos, Paul é confrontado sobre sua fé e vive situações contestadoras.

A campanha de lançamento realizada pela 360 WayUp em parceria com a Imagem Filmes tem gerado grande repercussão e muitos internautas têm pensado na hipótese de entrevistar Deus e lançado suas perguntas nas redes sociais, como, por exemplo: “Como foi para Deus dizer ‘sim’ para pessoas que erram todos os dias?”; “Se Deus enviasse Jesus nos dias de hoje, Ele teria um canal no YouTube para se comunicar com as pessoas?”; “Como Deus enxerga o ser humano, em meio a tanto ódio no mundo?”; “Como arrancar um sorriso de Deus?”.

Muitos nomes conhecidos do meio cristão também estão participando. Um deles  é o cantor Tony Allysson, que em suas mídias divulgou que dentre tantas perguntas, a sua seria “Como acessar o poder do Espírito Santo em minha vida de forma mais profunda, como ter mais intimidade com Deus?”.

De acordo com Ygor Siqueira, CEO da 360 WayUp, o filme tem tudo para ser um sucesso.

“A expectativa é que o filme alcance o público geral, que seja uma mensagem que traga esperança e que este lançamento possa trazer respostas para muitas perguntas que temos no dia a dia. A ideia é que no fim de semana de estreia muitos grupos de amigos possam se reunir nas salas de cinema de todo o país, porque isso é fundamental para que o filme continue em cartaz por mais tempo”, afirma.

A promoção de grupos continua em todo o território nacional. A partir de 50 ingressos, todos do grupo pagam meia. Confira o anúncio abaixo, convide os seus amigos e marque na agenda: Entrevista com Deus, dia 15 de novembro nos cinemas.


Com Informações da Assessoria de Imprensa da 360 WayUp

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

31 de Outubro dia da Reforma Protestante. Temos o que comemorar?



Há exatos 501 anos o então Monge agostiniano Martinho Lutero, pregou na porta da catedral de Wittemberg as suas 95 teses, este fato é considerado o marco no movimento religioso que chamamos de Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo ocidental entre Católicos e Protestantes e trouxe uma nova forma de leitura e interpretação bíblica, assim como uma nova forma de nos relacionarmos com Deus.

Passado tanto tempo desse fato, muita coisa mudou no mundo, inclusive dentro deste segmento religioso. Numerosas Igrejas abriram suas portas, e outras formas de interpretar e se relacionar com Deus surgiram, dentre essas, podemos destacar o grupo pentecostal e os neopentecostais, segmentos que no caso do Brasil, tem o maior número de adeptos dentre os protestantes.

Pensando no contexto em que atualmente se encontra a Igreja Brasileira, particularmente, não vejo motivos para comemorar, mas sim necessidade de reflexão e a partir da mesma, arrependimento. Arrependimento e reflexão acerca de que? Primeiramente, vejo a necessidade de arrependimento àqueles que propagam e vivem suas vidas religiosas com base na famigerada teologia da prosperidade, a mesma, nos leva a um relacionamento com Deus e com o próximo baseado naquilo que se consegue ganhar a partir dessa relação, Deus deixa de ser o Rei e Senhor e passa a ser servo, obrigado pelo (f)ato do crente dizimar. Além disso, nas Igrejas que práticam sua “fé” dessa forma, costumam enfocar o que Deus pode fazer, e não o que Ele já fez, a salvação se torna uma consequência da fidelidade ligada ao dízimo e não mais o foco central da pregação.

Essa teologia, além de tudo falado anteriormente, ainda trouxe de volta algo que o próprio Lutero condenou, a venda de indulgências. Podemos acompanhar pela televisão a venda descarada de produtos como algo sacro, como algo necessário para a salvação, o dízimo que no antigo testamento era uma forma de agradecimento a Deus e também uma forma de combater a injustiça social, se torna uma moeda de troca inclusive para a salvação.

E o que falar da relação estabelecida entre a política e a Igreja? No Brasil, temos a chamada bancada evangélica, e cada vez mais os evangélicos têm enveredado pela política, o que não deveria ser algo necessariamente negativo, afinal, vivemos em uma democracia, e ocupando lugares de poder, os mesmos poderiam tentar tornar a sociedade mais justa e igualitária. Mas o que de fato vemos, é tais parlamentares envolvidos em escandalos de corrupção (Eduardo Cunha que o diga), fora a postura adotada por praticamente todos os evangélicos nessas eleições presidenciais, não critico suas escolhas, mas sim a postura, na qual o que vi e senti, foi segregação, falta de amor e tristeza, pela postura adotada por pastores e membros de Igrejas. Aqui em meu entendimento também cabem reflexão e arrependimento.

Ao olharmos a postura do público evangélico, num contexto mais amplo, a mesma, pode ser facilmente comparada à dos fariseus dos tempos de Jesus, a religião tem ficado à frente do Evangelho de Jesus Cristo, a postura de Jesus foi de condenar pecados, mas principalmente os pecados dos religiosos, com aqueles pecadores que eram desprezados socialmente, Jesus mostrou mais misericórdia, sempre claro, incentivando a que deixassem de pecar, joão Batista por sua vez, foi muito mais incisivo até por que não dizer, rude em sua forma de pregar, sempre também falando da justiça, anunciando a vinda de Cristo e condenando a hipocrisia farisaica.

Recentemente, ouvi uma pregação que me fez muito bem, o Pastor Dino Guimarães (Igreja de Cristo – Salinas), refletiu acerca de algo muito importante, que a Igreja hoje tem dado mais ênfase no pecado, do que mesmo na salvação, e isso, é algo com que devemos nos preocupar, já pararam pra pensar porque tantas pessoas se afastam ou não se aproximam de nossas igrejas? Creio que já passou da hora da Igreja deixar de apontar com o dedo e estender as mãos, não é relativizar o pecado, mas sim focar em Jesus e em sua obra redentora, afinal é o Espirito quem convence o pecador do pecado, e ademais, o apóstolo Paulo fala que essa era a função da lei, ensinar, mostrar que opovo praticava o pecado, e se vivemos, no tempo da Graça, devemos deixar a Graça de Deus nos alcançar e por consequência, nos arrependermos de nossos pecados.

Como dito anteriormente, não vejo motivos para celebrar, creio que é hora de reflexão e arrependimento, arrependimento de sermos uma Igreja que muitas vezes cumpre apenas rituais, mas que não prática a justiça (inclusive a social), uma Igreja cheia de adornos, com muitos templos, enquanto o templo do Espírito morre de frio, fome, solidão,sede, uma Igreja que ao invés de buscar a Deus por interesses pessoais, enxergue Deus no outro, inclusive no outro que não crê como eu creio, uma Igreja que dependa exclusivamente de seu noivo, ao invés do poder terreno, uma Igreja que prátique a religião que agrada a Deus, cuidando da viúva, dos órfãos e dos pobres, uma Igreja como Jesus.

Como disse João Batista: “Deem fruto que mostre arrependimento” (Mt 3:8)





domingo, 28 de outubro de 2018

“Entrevista com Deus” traz dúvidas comuns a ateus e cristãos e aborda salvação e livre arbítrio

O jornalista Paul Asher se vê em uma das missões mais desafiadoras de sua carreira: entrevistar um homem que diz ser Deus.
Com estreia marcada para o dia 15 de novembro nos cinemas do Brasil, Entrevista com Deus é um filme que aborda temas de grande relevância através da história de um jornalista, que após cobrir a guerra do Afeganistão, retorna para casa, com a sua fé abalada. Completamente sem esperanças, ele se vê diante do maior desafio da sua vida profissional: entrevistar um homem misterioso que diz ser Deus. Em conflito com suas crenças, e com inúmeros questionamentos, ele se encontra diante da seguinte questão: O que perguntar a Deus?

O filme traz no elenco diversos atores reconhecidos, como David Strathairn (indicado ao Oscar de Melhor Ator por “Boa Noite” e “Boa Sorte”), Brenton Thwaites (“Piratas do Caribe” e “Malévola”), Yael Grobglas (Jane, a Virgem); Hill Harper (C.S.I.: Nova York) e Charlbi Dean Kriek (Don't Sleep).
O longa se passa na cidade de Nova York e envolve, em boa parte do filme, diálogos entre Deus (David Strathairn) e Paul (Brenton Thwaites), conflitos em seu casamento com Sarah Asher (Yael Grobglas) e momentos de resistência e reflexão após as surpreendentes e misteriosas respostas de Deus. Diante das dúvidas que o jornalista traz, temas como salvação, livre arbítrio norteiam a entrevista colocam Paul em uma situação de confronto com suas próprias ideias, crenças e emoções.

Entrevista com Deus apresenta ao espectador dúvidas muito comuns no cotidiano, tanto entre ateus como cristãos, como, por exemplo, “Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas?”, “Por que existe tanta maldade?” “Como ter fé diante de tantas coisas ruins que acontecem?”, “O que preciso fazer para ter a salvação?”. O jornalista Paul Asher se vê em um grande dilema em sua carreira ao ter que entrevistar este homem que diz ser Deus. Mas o filme deixa também uma questão para o público: se você estivesse frente a frente com Deus, com essa mesma chance de entrevistá-lO, o que perguntaria?

Com informações da 360 WayUp

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