O que tenho visto na quarentena

Artigo de opinião sobre o envolvimento da Igreja com a política partidária

A RES É PÚBLICA, MAS A COSA É NOSTRA - Por Ed René Kvitz

O pastor da Igreja Batista da Água Branca, publicou em sua página no Facebook primeiro em 2012 e em 2014 em meio às eleições daquele ano, repostou o mesmo. Resolvi postá-lo, pois a meu ver, vivemos um momento igual ou ainda mais profundo no que tange a relação entre a igreja e o Estado. Boa Leitura

Prédio da Assembleia de Deus será hospital de campanhas

Unidade ficará responsável por atendimentos clínicos.

Igreja faz leitura completa da Bíblia em live com mais de 72 horas

Objetivo foi incentivar a leitura bíblica e levantar doações para pessoas necessitadas.

Portal Ubuntu Notícias lança vídeo com mensagens de conforto de líderes religiosos

Diante do atual problema da pandemia do Corona Vírus, a blogueira pediu a líderes religiosos de diferentes fés, que gravassem e enviassem uma pequena mensagem de esperança

domingo, 29 de novembro de 2020

A CÉSAR O QUE É DE DEUS - Por Yago Martins


Foto: facebook.com/doisdedosdeteologia

 Quando Jesus diz que damos a Deus o que é de Deus e a César o que é de César, ele implica que não damos a César o que é de Deus. Escrevendo aos Romanos, Paulo diz que damos aos governantes o que lhes é devido, mas nada além: imposto e obediência às leis. Pedro é mais explícito, e depois de parafrasear Paulo, diz que honramos ao rei, mas só tememos a Deus. Como pastores de almas, Jesus, Paulo e Pedro pareciam mais preocupados com a postura dos cristãos diante dos políticos do que com os resultados práticos da política. Não que este seja desimportante, mas economia e sociedade são pouco em comparação com alma e coração. Os poderes temporais vêm e vão, mas os efeitos da submissão ideológica, da adoração civil ou da escatologia secular secam o espírito até o encontro com a eternidade.


Muitos são os sinais de que damos a César o que é de Deus. É quando nos dispomos a seguir incondicionalmente. E quando proclamamos com insistência. É quando defendemos com pressa. É quando fechamos os olhos para os defeitos, e quando os defeitos se acumulam, tratamos como pouco importantes. É quando julgamos o adversário como o mal absoluto. É quando achamos que só ele pode nos salvar. É quando ele nos preocupa. É quando ele move a história para uma batalha cósmica entre bem e mal. É quando nos dedicamos a ler sobre ele mais que sobre qualquer outra coisa. É quando nos congregamos em torno de quem também o ama, e tratamos como inferiores quem está fora do grupo. É quando quem discorda é canalha. É quando quem muda de ideia vira traidor. É quando excomungo para fora da minha vida quem não o trata do mesmo modo.

Tudo pode se tornar um deus em nossos corações. Esposas, filhos, alimentos, prazeres, recursos, opiniões, sonhos... dizem que há mais ídolos que realidades no mundo. Você pode achar um político melhor que outro. Você pode dar seu voto. Mas você não dá sua devoção. Deus acima de todos, até do presidente.

Texto publicado originalmente no Instagram @doisdedosdeteologia

Arqueologia Bíblica comemora os 10 anos das escavações em Magdala

 Magdala é um dos mais importantes sítios arqueológicos dos últimos 50 anos.

Sítio arqueológico de Magdala (Foto: Divulgação/Sítio Magdala)

Um dos mais importantes sítios arqueológicos dos últimos 50 anos fica em Magdala, em Israel, onde provavelmente viveu Maria Madalena. Para a arqueologia bíblica, as descobertas têm sido essenciais para compreender como era o cotidiano dos cristãos no século I.

Há 10 anos, a arqueóloga e diretora Marcela Zapata Meza, deu início ao Projeto Arqueológico Magdala – um dos mais importantes sítios arqueológicos para os estudos do judaísmo e do Cristianismo na Galileia, região localizada no norte de Israel. A arqueóloga conta que, durante as extensas escavações com sua equipe e mais de 700 voluntários de todo o mundo, foram feitas muitas descobertas interessantes.

Sinagoga Magdala

Descoberta pela Autoridade de Antiguidades de Israel, em agosto de 2009. É uma sinagoga muito especial, já que a “Pedra Magdala” foi descoberta em seu interior, sendo uma alusão ao Templo de Jerusalém. Estando em Magdala (assentamento do século I), às margens do mar da Galileia, é muito provável que Jesus tenha pregado lá, embora não haja evidências arqueológicas para confirmação.

Tanques de purificação

A importância aos rituais do judaísmo, na cidade de Magdala, se evidencia através dos “tanques de purificação” que foram encontrados. “Os tanques usavam água corrente de alguma fonte local e não água de chuva, o que nos faz entender o termo ‘águas vivas’ mencionado na Bíblia Sagrada”, disse o arqueólogo Rodrigo Silva.

Inúmeros registros e trabalhos de conservação, restauração e manutenção foram realizados com o apoio de institutos e universidades. “Graças a essas obras, hoje sabemos que o assentamento de Magdala foi fundado entre 120 a 67 a.C., às margens do mar da Galileia”, comentou Marcela Zapata.

Segundo a arqueóloga, o levante judeu contra os romanos (67 d.C.), ocorreu na época de máximo crescimento urbano em Magdala, quando as cidades de Jotapata e Gamla foram destruídas. “Após a destruição do Templo (70 d.C.) também ocorreram modificações arquitetônicas em decorrência das mudanças sociais e culturais”, revelou.

Tanque de purificação de Magdala (Foto: Divulgação/Sítio de Magdala)

Sobre o nome da cidade “Magdala”

O nome Magdala pode ter duas origens, segundo o doutor em arqueologia bíblica, Rodrigo Silva. “Pode vir do aramaico magdalah que significa ‘grandioso’ ou, literalmente, ‘grande lugar’, mas pode vir do hebraico maghdal que significa ‘torre’ ou ‘farol’”, disse.

A região de Magdala era conhecida como o local onde se salgava o peixe. “Logo, é de se presumir que havia uma grande indústria pesqueira ali, que era uma fonte de renda próspera”, disse o arqueólogo. É dentro desse contexto que devemos entender a promessa de Jesus: “Eu farei de vocês pescadores de homens”.

Importância do sítio arqueológico em Magdala

É provável que as primeiras comunidades cristãs andaram pelas ruas da cidade de Magdala. Existe uma corrente forte de pesquisadores que acreditam que a arqueologia está oferecendo as evidências que mostram a veracidade do Novo Testamento, como um documento histórico e não um escrito para fortalecer uma ideologia ou para criar um movimento político. Segundo Marcela “a história e a arqueologia sempre andam de mãos dadas”.

Maria Madalena foi uma prostituta?

Fontes escritas costumam afirmar que Maria Madalena nasceu e viveu em Magdala. Se for verdade, é muito possível que ela tenha se encontrado com Jesus, pela primeira vez, nesta cidade. Sobre a ideia de ela ter sido uma prostituta, é mais provável que seja uma lenda.

“Não temos comprovações históricas, muito menos arqueológicas. Mas, eu não a imagino como uma prostituta e sim uma protagonista. Naquela época, as mulheres não se destacavam e, como ela se destacou, isso pode tê-la feito sofrer muito. E quando ela conheceu Jesus teve a vida transformada”, observou.

“Ela foi sim, uma mulher capaz de confrontar as mulheres e os homens de sua época para mostrar que a vida tinha um sentido maior, valor e dignidade. Ela queria seguir a Jesus, acompanhá-lo e estar perto dele nos momentos difíceis”, sublinhou.

“Penso nela como uma mulher sofredora, que teve dentro de si suas dores e confusões na vida espiritual. Quando ela teve um encontro com Cristo, ele lhe ofereceu transformação e a fez reviver, a fim de esquecer o passado”, frisou.

Marcela também sugere que Maria Madalena poderia ter pertencido a uma família com possibilidades econômicas, com condições de suprir todas as suas necessidades.

Paixão pela Bíblia e arqueologia

Marcela Zapata Meza disse que seu maior sonho, desde os oito anos de idade, era ser egiptóloga e se dedicar à arqueologia bíblica. “Tive o privilégio de trabalhar no Egito e agora, estou vivendo esse sonho, em Israel”, compartilhou.

“Posso dizer que, estando em Magdala, sou uma arqueóloga muito feliz e gosto muito do meu trabalho. Em termos acadêmicos, é muito importante para mim, já que sou a primeira mexicana a liderar um projeto de arqueologia fora do meu país. É uma grande responsabilidade cumprir os padrões internacionais”, explicou.

Além disso, a arqueóloga lembra que grande parte das pessoas que passaram por Magdala são mulheres. “Dos quase mil voluntários que temos, mais da metade é de mulheres. Carregamos pedras e baldes pesados. Magdala mostra muito isso, que a mulher precisa ser reconhecida e respeitada, e também precisa ser entendida como pessoa, e ser levada a sério”, continuou.

Ao longo da história, as mulheres nem sempre tiveram essa possibilidade. “Estar em Magdala, como mulher, é muito representativo para mim. Temos um papel muito importante dentro da sociedade”, finalizou.

Fonte: Gospel Prime

Arqueólogo diz ter encontrado casa onde Jesus passou infância

 Pesquisador passou 14 anos estudando os restos da habitação do século I.

Suposta casa de Jesus (Foto: Reprodução/Ken Dark)

O professor Ken Dark, arqueólogo da Universidade de Reading, Inglaterra, afirma ter escavado a casa que Jesus Cristo teria passado sua infância. Ele teria passado os últimos 14 anos estudando os restos da habitação do século I, que fica sob o Convento das Irmãs de Nazareth, em Narazé, Israel.

A casa de pedra e argamassa foi descoberta na década de 1880, sendo que ela foi edificada em uma encosta de calcário na cidade. O estudioso afirma que um artesão habilidoso, provavelmente José, pai de Jesus, foi quem teria feito o corte.

As escavações no local foram empreendidas pelas freiras que eram donas do convento, pois acreditavam que tratava-se do lar de infância de Jesus, já que um famoso estudioso da Bíbia, Victor Guérin, teria afirmado isso em 1888, mas nunca encontraram evidências.

Entre os anos de 1936 e 1964, foram realizados novos trabalhos de escavações no local por um padre jesuíta, após o local ter sido “quase esquecido pelos estudiosos”, quando o professor Dark iniciou um novo projeto de pesquisas no local em 2006.

Foi no ano de 2015 que ele publicou um artigo com base nas descobertas iniciais do sítio arqueológico, sugerindo sua identidade como a casa de José e Maria, que foram os pais de Jesus Cristo. Análise dos achados confirmam que o local remonta do século I.

O arqueólogo afirma que o fato de José ter sido conhecido como carpinteiro, além de ter sido referido no Novo Testamento como tekton, que seria um artesão habilidoso, comprovaria a capacidade de ele construir a casa na encosta.

A habitação era provavelmente uma casa com pátio, com salas de estar e de armazenamento ao lado de um pátio e um terraço para atividades domésticas externas.

“Cinco anos de pesquisa intensiva sobre os dados do trabalho de campo consolidaram as evidências das casas do primeiro século e das igrejas do quarto quinto século, lançando uma nova luz sobre eles”, disse o professor Dark ao Daily Mail.

O estudioso diz que após a morte e ressurreição de Jesus, seguindo pela disseminação do Cristianismo, uma igreja-caverna foi construída na colina onde ficava a casa do primeiro século, por volta do século IV. A igreja teria sido decorada com mosaicos e tinha acessórios relacionados ao culto público.

Outra igreja maior construída de superfície foi então construída, provavelmente no século V, acima da casa do primeiro século e da igreja caverna do quarto século.  

Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Primeira evidência da existência de reino bíblico é encontrada em forte da era do rei Davi


Arqueólogos encontraram uma fortaleza da época do rei Davi (1003 a.C. - 970 a.C.) nas colinas de Golã, em Israel. Especula-se que a edificação tenha sido erguida por autoridades do Reino de Gesur, cuja capital era Betsaida, segundo a Bíblia. Essa pode ser a primeira evidência histórica da existência desse reino citado no Antigo Testamento. A descoberta aconteceu durante uma escavação em um terreno onde será construído um novo bairro.

Os estudiosos acreditam que a fortaleza tenha sido construída para controlar a região. "O complexo que descobrimos foi erguido em uma localização estratégica no topo da colina, acima do desfiladeiro El-Al, com vista para a região, onde era possível atravessar o rio", disseram os arqueólogos Barak Tzin e Enno Bron, da Autoridade de Antiguidades de Israel. O forte tem paredes de 1,5 m de largura, feitas com grandes blocos de basalto. 


"Na escavação, ficamos surpresos ao descobrir um achado raro e emocionante: uma grande pedra de basalto com uma gravura de duas figuras com chifres e de braços abertos”. Uma outra figura parecida havia sido encontrada no ano passado em outro sítio arqueológico de Betsaida. Na época, a cena foi identificada como uma representação do culto ao deus da Lua.

A cidade fortificada de Betsaida é considerada pelos estudiosos a capital do Reino Arameu de Gesur, que governava o centro e o sul de Golã há três mil anos. De acordo com a Bíblia, o reino mantinha relações diplomáticas e familiares com a Casa de Davi. Uma das esposas de Davi era Maacah, filha de Talmi, rei de Gesur.

Fontes: Jerusalem PostTimes of Israel e Ministério das Relações Exteriores de Israel

Imagens: Yaniv Berman/Autoridade de Antiguidades de Israel/Reprodução

Retirado do site do History channel

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Médicos e enfermeiros cristãos criam manual para igrejas enfrentarem a pandemia

 



A União Evangélica de Médicos e o Grupo de Enfermaria Cristã da Espanha, juntamente com a Aliança Evangélica Espanhola, publicaram um documento com recomendações de saúde para as igrejas enfrentarem a pandemia do novo coronavírus.

Em meio à segunda onda da doença que assola a Europa, o documento junta-se às recomendações de prevenção das autoridades, sublinha a importância de manter um estilo de vida saudável e encoraja os cristãos a exercerem a sua confiança em Deus e na sua soberania sobre todas as situações.

O manual busca “antecipar os desafios que temos para viver como igreja e estar preparados para ajudar os outros”, por meio de uma série de medidas.

O documento enfatiza “o que podemos fazer para cuidar de nós mesmos, para prevenir doenças ou ter o mínimo possível de consequências. Espalhando esse conhecimento, vamos ajudar outras pessoas a cuidar da sua saúde e ter um impacto positivo maior na comunidade”.

“Felizmente sabemos que Deus, nosso Pai, é o Senhor do universo. Tudo está sob Seu controle e nada passa despercebido. As Escrituras mostram-nos onde reside a nossa confiança e segurança como crentes”, sublinha na introdução.

Uma nova doença

A pandemia do coronavírus está se espalhando pelo mundo e se tornou um desafio global, também do ponto de vista médico. É por isso que o documento apresenta as pesquisas mais recentes sobre os motivos de contágio, os grupos mais afetados, etc.

“Como não sabemos quanto tempo vai demorar para ter a vacina, nossa melhor opção e responsabilidade individual e comunitária é a higienização frequente das mãos, uso de máscaras e manutenção da distância social”, recomendam os autores.

“Testemunhas de Jesus”

O documento propõe 5 objetivos para “cuidar da nossa saúde e ser testemunhas de Jesus nestes tempos”.

Primeiro, “para manter nossa espiritualidade viva por meio da presença de Deus em nossas vidas. Para isso, é fundamental “orar por todos os envolvidos na pandemia: pacientes, profissionais de saúde e outros setores, funcionários do governo e nós mesmos”.

“Além da oração, vamos confiar nas Escrituras, não importa as circunstâncias. Este continua sendo o nosso guia de viagens ”, acrescenta.

O segundo objetivo é “ter uma atitude de ajuda para detectar e responder às necessidades dos outros”, sempre “com humildade e compaixão, tendo consciência das nossas forças e fraquezas, seguindo o ensinamento de Jesus sobre o serviço ao próximo”.

Além disso, os autores sugerem que “quando a presença física não for possível, a conexão emocional e espiritual será buscada por meio da tecnologia”.

Em terceiro lugar, o manual incentiva a “ter cuidado com o que entra em nossa mente”, através de “dosar e selecionar o que vemos e ouvimos, a fim de evitar o estresse e a ansiedade que perturbam nosso sistema imunológico”.

“É importante evitar e não contribuir para a disseminação de boatos sem evidências científicas”, diz o guia.

Alimentação e rotinas saudáveis

O quarto objetivo é “estabelecer rotinas saudáveis ​​e cumpri-las”. Entre elas estão “exercícios físicos, ventilação da casa, passear ao ar livre e encontrar tempo para descansar e se divertir”, pois tudo isso “ajuda a manter a saúde”.

Por fim, propõem “cuidar da nossa alimentação”, com “uma alimentação variada, equilibrada e suficiente que melhora a nossa saúde e o nosso sistema imunológico”.

O manual também dá orientações para uma alimentação saudável, “com a proporção certa de gorduras, carboidratos e proteínas”.

“Lançando a ansiedade sobre Ele”

Ao final do guia, o médicos e enfermeiros evangélicos alertam que a pandemia “evidencia a fragilidade humana, mas também nos dá a oportunidade de transmitir a esperança que temos”,

“O estresse e a ansiedade fazem mal à saúde e a palavra de Deus nos exorta muitas vezes a deixar sobre Ele a nossa ansiedade e as nossas preocupações e a viver regozijando-nos em Deus. Só podemos fazer isso se a nossa confiança Nele for absoluta ”, conclui.

Fonte: Guia-me com informações de Evangelical Focus

Retirado do Site Folha Gospel

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